16.8.11

The Runaways



Ano passado uma leitora sugeriu que eu escrevesse sobre o filme The Runaways, baseado na história da banda homônima que apresentou Joan Jett ao mundo da música. Pois bem, eu, preguiçosa que sou, demorei um tempão pra alugar o filme, e venho vergonhosamente escrever sobre ele com mais de um ano de atraso.


Eu desconfiava da qualidade desse filme por um único motivo: Kristen Stewart. Não a considero uma boa atriz, e acho que ela não consegue esconder os próprios trejeitos em personagem nenhum que encarna nos longas dos quais participa. E bom, não acho que ela tenha tido uma atuação memorável em The Runaways, mas até que ela conseguiu segurar bem o papel de Joan.


Agora, se vocês também acompanharam os filmes de Dakota Fanning desde que ela era criancinha, provavelmente vão morrer de agonia ao vê-la encarnando uma roqueira com tendências bissexuais, a então vocalista do The Runaways Cherie Currie. A cena em que ela se apresenta na escola dublando Lady Grinning Soul, de David Bowie, é um tanto perturbadora, e seria muito melhor se a tivessem feito cantar a música, ao invés de dublá-la. Apesar de ter apenas 18 anos, Dakota já deixou de ser uma promessa do cinema para se tornar uma atriz respeitada por críticos e público, mas mesmo assim, tudo o que passava pela minha cabeça ao vê-la em cenas nas quais usava drogas era "nãaao, Dakota, você é a filha de 7 anos de idade do Sean Penn que canta músicas dos Beatles em I am Sam".


Um dos aspectos mais interessantes do filme é o figurino. Eu que sou muito fútil e consumista, adorei as referências ao punk e ao glam rock nos visuais de Kristen e Dakota. A narrativa de The Runaways flui bem, e a sensação é de que o filme passa rápido demais. Uma boa história bem contada, não tem erro. 



26.4.11

"mãe, quero me vestir como o Keith Richards!"

Vocês já gostaram tanto de um personagem de filme ou de um artista que até mesmo passaram a se inspirar neles na hora de se vestir? eu, por exemplo, passei um bom tempo da minha adolescência usando casacos pesados e com pele falsa como o que a Kate Hudson usa em Quase Famosos. Aliás, todo o figurino dela naquele filme é incrível, até hoje morro de vontade de ter várias das roupas que a Penny Lane desfilava na turnê do Stillwater.





Eu pensei muito antes de escrever um post relacionado à moda, pois sei que tem muitos homens que leem o blog, mas aí parei e pensei que a minha maior referência de estilo é...Keith Richards. Tenho uma bota de cano e salto baixos que comprei só porque eu jurava ter visto o Keith usando uma parecida em um dvd. Aliás, se não me engano foi em março que a revista Lola fez uma matéria sobre moda inspirada no estilo do guitarrista. 


Volta e meia me pego fazendo compras e encontrando um item que tem cara de "algo que o Keith usaria". Gosto principalmente de ver fotos de meados dos anos 70, quando ele usava muitas camisas de tecidos super coloridos, lenços e chapéus quase femininos, mas ainda ficava com cara de machão. Acho até que ele é o cara que melhor representa o estilo rocker, com todas aquelas calças de couro, estampa de oncinha, botas e o famoso anel de caveira, que já é sua marca registrada. Ele já foi até eleito pela revista Esquire um dos homens mais bem vestidos de todos os tempos. 




Outro músico que empresta seu estilinho pra muitas mulheres até hoje é o Bob Dylan. Que tal o cabelo bagunçado, os óculos escuros e os cachecóis do moço? acho um charme. Aliás, qualquer homem que se vista num estilinho meio folk já fica, como diria a sua avó, "bem apessoado", né?




Em Factory Girl, Sienna Miller interpreta Edie Sedgwick, uma das musas de Andy Warhol. Só que a Sienna é ainda mais bonita do que a Edie era, e o figurino dela no filme é incrível. Adoro de forma geral tudo que envolve a década de 1960, principalmente as roupas, e o filme mostra bem a importância que Edie dava a seu guarda-roupas. 



E vocês? já se pegaram tentando se vestir como algum de seus ídolos?

4.4.11

Oito motivos para gostar do Slash

Essa semana, o metade-homem, metade-besta Slash vem ao Brasil para shows no Rio, em São
Paulo e Curitiba, e à pedido do Mondo Bacana, eu fiz uma lista de oito motivos para você idolatrar o guitarrista:











NÃO ENTROU PRO POISON POR SER FEIO DEMAIS
Na biografia que lançou em 2007, o guitarrista conta como quase se tornou integrante do Poison mas foi impedido por não ter o visual glam o suficiente. Slash explica que, na verdade, não gostava do Poison, mas fez um teste para a banda porque queria alavancar sua carreira como músico. Depois de sua audição, Bobby Dall, o baixista da banda, questionou as roupas e a falta de maquiagem do guitarrista. Slash viu que não seria aceito e quando estava de saída ainda deu de cara com um homem com os cabelos loiros cheios de laquê e batom cor de rosa. Era C.C DeVille, que estava prestes a ser oficialmente convidado a entrar para a banda.

GANHOU OS MELHORES PAPEIS NOS CLIPES DO GUNS N’ROSES...
Reparem nos vídeos clássicos do grupo. Enquanto Axl Rose posa de galã perturbado, pegando supermodelos e balançando os cabelos ruivos, Slash era o cara que mata a namorada pentelha (em “Don’t Cry”) ou o padrinho que quase estraga o casamento do amigo ao esquecer as alianças (“November Rain”), Mas o melhor papel de Slash em videoclipes é, com certeza, no de “Patience”. Aqui ele ignora uma série de mulheres de moral duvidosa e permanentes horrorosos que tentam chamar sua atenção. Todas perdem a viagem porque o músico prefere dar todo o amor dele para as cobras de estimação.

... MAS AO MESMO TEMPO ODEIA GRAVAR VIDEOCLIPES
O único vídeo do Guns N’Roses que Slash diz gostar é da música “Paradise City”, por mostrar a banda tocando ao vivo. O guitarrista tem um desgosto especial por “November Rain”, que ainda permanece na lista dos videoclipes mais caros de todos os tempos.

QUASE FOI ENTEADO DE DAVID BOWIE
A mãe de Slash, chamada Ola, era uma espécie de estilista e criava roupas para muitos atores e músicos famosos. Um desses artistas era David Bowie, que chegou a namorá-la quando o guitarrista era criança.

TEM VIDA CRIATIVA NA CARREIRA SOLO
Depois de participar de duas bandas (Guns N’Roses e Velvet Revolver), ele lançou no ano passado um disco solo com participação de nomes como Iggy Pop, Ozzy Osbourne e Chris Cornell. Aliás, é para promover esse trabalho que Slash vem ao Brasil em abril. O disco, batizado apenas como Slash, convenceu fãs e críticos. “We’re All Gonna Die”, música em parceria com Iggy Pop é uma das mais interessantes. Aliás este foi o nome dado à turnê que passa agora pelo Brasil.

É VIZINHO DE CHARLIE SHEEN
Não é apenas vizinho, mas também amigo e defensor do estilo de vida do ator. Sobre os recentes incidentes deste com mulheres, drogas e bebida, Slash afirmou que Charlie é o personagem mais rock’n’roll do showbiz atualmente

TEVE AULAS DE GUITARRA COM RON WOOD
Em um programa de rádio, o guitarrista dos Rolling Stones contou que deu algumas dicas importantes a Slash, quando este ainda era adolescente. Os dois são grandes amigos até hoje.

REPRESENTA O LADO SENSATO NA ETERNA BRIGA COM AXL ROSE

Para tentar dar fim à briga que até hoje causa tanta comoção entre os fãs do Guns N’Roses, Slash já tentou até mesmo ir pessoalmente à casa de Axl, mas foi recebido apenas pela assistente do vocalista. Embora seja atacado pelo ex-amigo através da mídia, o guitarrista é sempre muito educado e sutil em suas respostas. Chegou até mesmo a declarar que se Axl lhe pedisse perdão, ele voltaria ao Guns N’Roses. Depois disso, tomou uma patada de Axl, que declarou via Twitter que não tem planos de substituir ninguém da atual formação da banda.

22.1.11

Team Axl ou Team Slash?

      


       O Guns n' Roses foi a minha primeira "banda preferida", de devoção, daquelas de ter dezenas de pôsters nas paredes do quarto. É claro que quando eu comecei a ouvir o Guns, aos 13 anos, a banda original já havia se dissolvido há quase uma década, e eu nem fazia ideia de que fim teriam levado os integrantes da banda.
       Descobrir que os seus ídolos estão "de mal pra sempre" é muito revoltante quando se tem 13 anos, e eu passei a acompanhar todos os incessantes capítulos da eterna briga entre Axl e Slash.
Mas o que aconteceu de verdade? Bom, antes de se chegar a um veredicto, temos que analisar o que cada um defende.


Team Slash diz que...


  tudo começou quando o Axl passou a se sentir o líder, o dono e a alma do Guns. A banda cresceu rápido demais e o ego do vocalista também. Ao discutir os novos rumos do Guns depois da fase Use Your Illusion, ele se desentendeu com o Slash em relação ao uso de sintetizadores. O Axl não gostava de ser comparado a bandas como Poison e Motley Crue, e queria que o Guns se tornasse uma espécie de Queen. Tudo piorou quando foi requisitado que o Guns fizesse uma versão cover da música Simpathy for the Devil, dos Stones, para o filme Entrevista com o Vampiro. Aparentemente, os solos do Slash foram todos substituídos pelos de outro guitarrista, Paul Huge, provocação o suficiente para deixar qualquer músico puto. Paul Huge, aliás, é apontado como um dos maiores catalisadores para a demissão, voluntária ou não, de Duff, Slash e Matt Sorum. Após Gilby Clarke sair da banda, por se desentender com Axl, o vocalista queria contratar Huge na banda, mas ele não foi muito bem aceito pelos demais integrantes.


Team Axl...


Já a cavalaria que defende Axl Rose afirma que um dos maiores motivos da saída de Slash da banda foi a birra do guitarrista, que queria tocar apenas músicas do Slash Sneakapit, e enfiá-las de qualquer jeito no próximo álbum do Guns. Amigos próximos do vocalista dizem que Slash distorceu os fatos, que não foi demitido, e sim, que saiu por vontade própria, e ficou se fazendo de coitadinho por aí.


Hoje em dia...






Bom, quase 15 anos se passaram desde que Axl e Slash se divorciaram, e eles continuam usando a imprensa para trocar farpas. Recentemente, Axl não apenas se referiu a Slash como "um câncer, que é melhor ser removido e evitado", como também processou a Activision, por ter usado imagens do ex-guitarrista do Guns no jogo Guitar Hero. Assim como os fãs da banda, Slash comentou que a escolha de palavras de Axl foi muito dura e insensível, tendo-se em vista que a sua mãe havia morrido recentemente de câncer. 


No programa de David Letterman, o guitarrista manifestou uma certa vontade de cessar a rixa com Axl. Em outra entrevista, ele chegou até mesmo a elogiar o ex-amigo, diante da nomeação de Axl como o melhor vocalista de todos os tempos por um site destinado a músicos. 


Depois de tudo isso, eu só tenho a dizer que:


- Gosto bem mais do trabalho do Velvet Revolver e do álbum solo do Slash do que do Chinese Democracy  e do Guns n' Roses atual, cujos únicos integrantes originais que restaram foram o próprio Axl e o Dizzy Reed.
 - Slash está sendo bem mais esperto nessa história toda, em evitar ao máximo fazer comentários negativos sobre Axl. Enquanto Axl insiste em descer a lenha em Slash, o guitarrista é muito mais elegante em seus comentários e em suas entrevistas. 
 - Axl Rose é um cara com uma presença de palco incrível, um ótimo frontman e foi provavelmente um dos músicos mais gatos na década de 90, mas definitivamente não é o melhor vocalista da história da música, né. E olha que sou fã dele, mas temos que nos manter realistas. 
 - Eu me recusei a ir aos shows do Guns no Brasil que aconteceram em 2010, por um simples motivo: prefiro manter na memória aquela imagem linda e farofenta do Guns, com um Axl de bandana e shortinho de lycra, abraçando um Slash que nunca muda de cara, e cantando músicas que realmente soam como o Guns n' Roses.






E eu deixo vocês com esse vídeo charmoso e engraçadinho da entrevista de Slash com o Letterman, na qual ele fala sobre sua relação com o Axl.



12.1.11

Life, de Keith Richards




O estereótipo de tudo que envolve um rockstar. Essa é a imagem que acompanha Keith Richards desde que os Rolling Stones se tornaram uma das bandas que mais simbolizam o tripé do gênero musical – sexo, drogas e rock n’ roll. Mick Jagger pode até ter sido o bonitinho da banda, que parece ter tentado engravidar uma mulher em cada continente, mas Keith Richards é o único cara que sobreviveria a uma bomba nuclear, de acordo com a piada que corre entre os fãs da banda. Somente ele e as baratas. Mas em sua autobiografia, escrita com a ajuda do jornalista James Fox, o roqueiro não hesita em desmentir muitas das lendas que acompanham sua vida como músico. E também de reforçar muitas outras.
São seiscentas e trinta páginas, espaço o suficiente para o músico contar detalhes de muitos anos de vício em heroína, destilar algum veneno e é claro, dar a receita de seu prato preferido. De todas essas páginas, cerca de quinhentas são interessantes, o que está bem acima da média para um livro desse gênero. Grande parte do mérito está na cara de pau do guitarrista, que não demonstra muito arrependimento sobre nada daquilo pelo que foi julgado pela mídia ao longo das décadas e aceita o título de grande sobrevivente da música. Não, Keith Richards não é um cara humilde, ainda bem.
O fã dos Stones não deve esperar, no entanto, uma biografia da banda. Esta, serve apenas de plano de fundo para os inúmeros incidentes com drogas, com a polícia e sobre a vida pessoal do músico que são contadas no livro. Mas a história de muitas músicas, como Satisfaction e Gimme Shelter são esmiuçadas, talvez até mesmo para afastar os boatos que correm a respeito de sua criação. Keith nega, por exemplo, que Gimme Shelter tenha sido escrita como forma de expressar sua agonia ao saber da traição da então namorada, Anita Pallenberg, com o próprio amigo Mick Jagger. Mick, aliás, não ganha voz ao longo da história. Richards chamou uma série de amigos e familiares para contribuírem com declarações e histórias para serem inseridas ao longo da obra. Há várias inserções de Marlon, o filho mais velho do guitarrista, que viu ainda na infância as experiências mais pesadas dos pais com as drogas. Patti Hansen, a atual esposa, também narra sobre o dia em que conheceu o marido, e até mesmo a modelo Kate Moss dá um depoimento inesperado sobre o dia em que testemunhou o roubo de um dos ingredientes do prato preferido de Keith, no dia do casamento da filha dele. Mas Mick ou qualquer outro integrante da banda estão ausentes.
Esse mesmo recurso de inserir depoimentos de coadjuvantes em meio à narrativa passa de enriquecedor, a ser monótono ao longo das páginas. Algumas histórias parecem um pouco repetitivas e desinteressantes, principalmente nas últimas páginas do livro.
Um grande apelo da obra está nos desafetos de Keith. Há quase um capítulo inteiro dedicado a enumerar as fraquezas e defeitos de Mick Jagger, o que rendeu manchetes para jornais durante um bom tempo após o lançamento da biografia, em novembro do ano passado. De acordo com Richards, Mick se tornou insuportável nos anos 1980, e tão egocêntrico que ignorava os demais membros dos Stones. Um “vocalista mandão de pênis pequeno”, em um trecho que foi mal interpretado por jornalistas de todo o mundo, e explicado por Keith posteriormente, que se retratou dizendo nunca ter visto o amigo nu para saber tamanhos detalhes. A relação entre vocalista e guitarrista é um assunto recorrente, e muda a cada página. Ao mesmo tempo em que Keith fala sobre suas mágoas com Jagger, ele jura que seria o primeiro a defendê-lo, como um irmão.
Mas Jagger não é o único Stone a ser alfinetado. Brian Jones, o guitarrista morto em 1969, é retratado como um homem maldoso,          fraco e intolerante com as namoradas, as quais espancava quando se recusavam a participar de orgias com ele. Um “filho da puta lamuriento”, em uma análise bastante fria sobre o integrante que batizou e liderou a banda em seus primeiros anos. Richards não compareceu nem mesmo ao enterro de Jones, e ainda revela que o show em homenagem a Brian, logo após a sua morte, foi apenas uma conveniência para a banda.  
A maior ironia sobre a biografia de Richards é o fato de ela desmentir, uma a uma, muitas das lendas que fazem parte do mito que ele se tornou. Não, ele nunca trocou todo o sangue do corpo. E também não estava escalando uma palmeira para cumprir uma tradição local, no incidente de sua queda de uma árvore em Fiji, em 2006. O famoso caso da batida policial em sua casa, nos anos 1960, no qual Marianne Faithfull foi encontrada nua com uma barra de chocolate entre as pernas não passa de uma distorção absurda da história. E quanto aos rumores de ter cheirado as cinzas do pai, bem, isso ele explica se tratar de outro caso mal interpretado. Não havia cocaína misturada às cinzas, como tanto foi falado, mas apenas os restos mortais de Bert Richards, que foram metidas narinas acima da forma mais afetuosa possível.
Quanto às mulheres e ao sexo, Keith conta que vinham de forma fácil, mas que ele nunca teve talento para cantadas ou aproximações. Vale lembrar que estamos falando sobre um guitarrista que dorme com sua guitarra, e que descreve o instrumento de forma erótica e apaixonada. Porque muito mais recorrentes do que as histórias sobre relações amorosas com mulheres são as passagens nas quais o músico demonstra toda sua afeição por cada acorde já tocado e cada letra já escrita por ele.
“As pessoas amam essa imagem (...), elas querem que eu faça o que elas não podem fazer”, confessa o músico sobre a persona que foi criada para ele. E a verdade é que o anel de caveira, o cigarro sempre pendurado em um canto da boca e as roupas e acessórios com ares de pirata contrastam com as reboladas, topetes e bicos de Mick Jagger, fazendo com que aquele fã mais antigo e hardcore dos Rolling Stones sempre tenha uma preferência pelo guitarrista feiosinho.
Há quem defenda que as grandes bandas devem encerrar as atividades quando estão no seu auge criativo, para que não passem a decair a partir dali. E há também quem acredite que lendas da música são aqueles que morreram jovens, em decorrência de uma vida desregrada e rápida, como pede o rock. Os Rolling Stones não escrevem nenhuma música que tenha ido às paradas de sucessos já há algumas décadas, e Keith Richards já passou há décadas da perigosa idade dos 27 anos. Mas é um grande alívio para os fãs de rock n’ roll o fato de que um de seus maiores mitos ainda está nos palcos, e viveu para reforçar em um livro o título que melhor o define – o de o cara mais legal do mundo. 

13.6.10

Novidades

Oi gente! Pra dizer que não ando assim tão improdutiva, vou deixar pra vocês o link de uma matéria que escrevi sobre o relançamento do Exile on Main Street, dos Rolling Stones, com dez músicas inéditas, para o Mondo Bacana. 





E, em breve, teremos novidades por aqui.

6.4.10

Keith Richards, o bibliotecário


Acho que o Keith Richards chegou em um ponto da vida dele onde sua maior diversão é chocar a imprensa e os fãs com suas declarações sem nexo. Primeiro ele jura que cheirou o pai, depois divulga que largou o álcool, e mais recentemente falou sobre seu sonho (até então) secreto de ser...bibliotecário.

E pelo jeito não é piada, já que ele até mesmo fez um curso profissionalizante para organizar sozinho as bibiliotecas de suas casas nos Estados Unidos e Inglaterra. Ele inclusive presta um serviço de "biblioteca" emprestando livros a amigos. Na sua coleção de livros, os temas mais recorrentes são história do rock e a Segunda Guerra Mundial.O que será que ele faz quando os amigos demoram a devolver os livros emprestados? manda advertência? cobra multa?

Acho o máximo o trabalho de bibliotecários e tudo mais, mas definitivamente não imagino Keith Richards trabalhando na biblioteca lá da universidade onde estudo. Aliás, se fosse pra imaginar Keith Richards em outra profissão, eu chutaria algo como lenhador, caminhoneiro ou um daqueles profetas do apocalipse que sobem em caixas de madeira e seguram cartazes com mensagens ameaçadoras no meio de grandes cidades.

23.3.10

No Fun

Keith Richards é muito malandrão. Ele roubou completamente a fama de roqueiro mais junkie e indestrutível do mundo do Iggy Pop. 

Keith por acaso já rolou em cacos de vidro propositalmente? Não. Pois o Iggy já. Keith já pegou gonorreia cinco vezes e apostou com David Bowie quem pegava o travesti mais bonito da Alemanha? Não. O Iggy já. Keith tem o hábito de pular em plateias compostas de homens cabeludos fedendo a cerveja durante os shows? Não. O Iggy tem. Ou melhor, tinha.


O Iguana anunciou recentemente que vai parar definitivamente de fazer stage-diving em seus shows. Isso porque, em um show em Nova York, ele pulou e deu com a cara no chão. Os cabeludos que fedem a cerveja simplesmente não o seguraram. "A plateia ficou com aquela cara de 'o que ele está fazendo' "? Disse Iggy, que defendeu os fãs, afirmando que eles provavelmente não esperavam pelo salto do cantor. 

Se o Keith parou de beber, o Bowie virou hétero e o Iggy parou de pular na plateia, estou esperando a notícia de que o Mick Jagger resolveu virar celibatário.

27.2.10

The boat that rocked, 2009

Titanic, um dos filmes de maior bilheteria da história, narra a paixão entre um americano muito pobre e uma garota inglesa de família rica, durante uma viagem em um grande navio. Além de ser brega, Tinanic é um porre de tão chato. 

Agora, troque a trilha sonora daquela feiosa da Celine Dion por clássicos do rock, coloque a história algumas décadas para frente e substitua o amor proibido pelo amor livre...e pelas orgias. Ok, a história já não é mais nem remotamente parecida, mas todo e qualquer filme sobre barco que afunda está fadado a ser comparado a Titanic, né.

Piratas do Rock é a história um grupo de amigos DJ's que criam uma rádio pirata em um navio pesqueiro e tocam rock n' roll sem parar, dia e noite. O filme se passa em 1966, quando o máximo que se ouvia nas grandes rádios inglesas eram duas horas de rock por semana. 

O elenco conta com Phillip Seymour Hoffmann e Kenneth Branagh e tem um figurino lindo de morrer, cheio de vestidos coloridos. É daqueles filmes que fazem com que a gente saia com vontade de cortar o cabelo a la Marianne Faithfull e usar as roupas da avó. Pelo menos por uns 15 minutos. Não sei se é o caso de vocês, mas infelizmente nada em mim sequer lembra a Marianne, e a minha avó, nem nos anos 60 usava aquelas roupas que hoje são chamadas de retrô. 
A trilha sonora é obviamente um dos maiores destaques do filme, com David Bowie, The Who, The Kinks, The Beach Boys, Jimi Hendrix, Creem....enfim, todas as bandas que são obrigatórias em um filme sobre rock nos anos sessenta. 
Usando uma escala que a maioria de vocês vai entender, Piratas do Rock é bem melhor que Velvet Goldmine, mas não tão bom quando Quase Famosos. Mas vale muito a pena.

26.2.10

Labirinto

Sabe aqueles filmes dos anos 80 que sempre que passam na TV causam uma certa nostalgia na gente? É, eu também não sei. Nasci nos últimos meses dá década de 80, e por isso, não fui público alvo de filmes clássicos e de tecnologia limitada (porém incrível para a época) como História sem Fim. 

De qualquer forma, por volta dos meus 14 anos, no auge de meu fanatismo por David Bowie, descobri que ele tinha atuado em O Labirinto, um clássico infantil de 1986. Sabe quando você idealiza um cantor, o achando lindo, incrível e muito másculo,  e de repente se decepciona quendo vê ele de peruca cantando música infantis? Bom, não foi o que aconteceu comigo. Coloquem a mesma do personagem Jareth, interpretado por Bowie, em Mick Jagger, em Paul McCartney, ou em seja qual for seu ídolo. É de chorar de vergonha alheia. Mas algo acontece com Bowie que faz com que absolutamente tudo seja permitido a ele. Ele coloca roupas femininas no clipe de Boys Keep Swinging? Lindo! Ele usa cabelo laranja, raspa as sobrancelhas e diz ser um álien chamado Ziggy Stardust? Vanguardista! 

Enfim, Labirinto é a história de Sara, uma adolescente que é obrigada pelo pai e pela madrasta a ficar em casa cuidando do meio-irmão que é ainda bebê. Apesar de já não ser mais criança, Sara ainda vive em um mundo lúdico, coleciona bichinhos de pelúcia e lê contos de fada. Inconformada em ter que cuidar do bebê, ela mistura realidade com fantasia, e pede que um personagem de seu livro favorito leve seu irmãozinho embora. E eis que David Bowie surge no quarto dela, sequestrando a criança, julgando que está fazendo um favor para a menina. Daí, ela tem que enfrentar um mega labirinto cheio de criaturas bizarras e situações perigosas para salvar o irmão. As atuações são bregas, mas as músicas são bem bonitinhas e juro que sempre seguro o choro no final do filme.